Plataformas digitais e precarização do trabalho no Brasil
transformações históricas, controle algorítmico e desafios regulatórios
DOI:
https://doi.org/10.65253/conexoes.8.2026Palavras-chave:
Plataformas digitais., Precarização do trabalho., Capitalismo de plataformas., Controle algorítmico., Economia moral.Resumo
O artigo analisa a precarização do trabalho mediado por plataformas digitais no Brasil articulando história social do trabalho, sociologia econômica contemporânea e teoria do trabalho digital. Mobilizando as categorias thompsonianas de experiência e economia moral em diálogo com a literatura sobre capitalismo de plataformas (Srnicek), capitalismo de vigilância (Zuboff) e sociedade de plataformas (van Dijck, Poell, de Waal), examina-se como a expansão de empresas como Uber, iFood e Rappi articula inovação tecnológica e intensificação da exploração laboral. O percurso argumentativo parte da formação histórica da proteção ao trabalho no Brasil, atravessa a reestruturação neoliberal das últimas décadas e incorpora dados empíricos da PNAD Contínua (IBGE, 2024) e de estudos do IPEA para dimensionar o fenômeno da plataformização. Sustenta-se que o gerenciamento algorítmico constitui uma forma renovada de subsunção do trabalho ao capital, que viola expectativas historicamente construídas de dignidade e proteção. O artigo dialoga com a produção brasileira e internacional sobre sociologia do trabalho, direito do trabalho e história social, propondo que a articulação entre perspectiva histórica e teoria social contemporânea oferece ferramentas analíticas adequadas para compreender continuidades e rupturas nas relações de trabalho no capitalismo de plataformas.
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