Direitos sociais e políticas públicas
plataformas digitais e a inclusão excludente
DOI:
https://doi.org/10.65253/conexoes.30.2026Palavras-chave:
Políticas públicas, Direitos sociais, Plataformas digitais, Normas jurídicas, Aparência e realidadeResumo
O presente artigo traz uma proposta de reflexão a partir do conceito de Estado no papel e Estado real, termos cunhados pelo sociólogo Pierre Bourdieu. Por essa razão o texto esclarece, na introdução, que a ideia discutida desde os antigos filósofos gregos entre aparência e essência, que a partir do século XX também foi utilizada na psicanálise e na sociologia, se encaixa para demonstrar a dubiedade entre o que se vive e o que está previsto nas leis e regulamentos. A diretriz do texto foi pensada a partir de questionamentos feitos relativamente a conceitos como desigualdade social, discriminação, preconceito, e, a partir disso, como seria possível a uma parcela da população, excluída em razão dessa desigualdade, seu acesso às políticas públicas por intermédio de plataformas digitais. Os questionamentos não têm a pretensão de apresentar respostas, nem será essa sua função, mas sim de tentar demonstrar, a partir deles, que a dificuldade de acesso às políticas públicas via plataformas digitais independe de boas e objetivas páginas na internet e do bom funcionamento do Estado no papel, com legislação moderna, enquanto não se resolver as discriminações do Estado real.
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