Entre a autonomia e a precarização
geração z, tecnologias digitais e os limites do direito do trabalho
DOI:
https://doi.org/10.65253/conexoes.11.2026Palavras-chave:
Geração Z, Precarização do trabalho., Tecnologias digitais.Resumo
Este artigo analisa a relação entre novas tecnologias, transformações nas formas de trabalho e a emergência de novas subjetividades laborais associadas à chamada Geração Z, buscando compreender em que medida tais elementos contribuem para a reconfiguração contemporânea da precarização do trabalho. A partir de revisão sistemática da literatura, examinam-se as características atribuídas a essa geração — como a valorização da flexibilidade, da autonomia e do propósito — situando-as no contexto mais amplo das transformações do capitalismo digital e da reorganização produtiva. Argumenta-se que tais demandas, frequentemente interpretadas como expressão de liberdade e inovação, podem também operar como mecanismos de intensificação da exploração e de individualização dos riscos laborais. Nesse cenário, o artigo discute os desafios impostos ao Direito do Trabalho brasileiro, especialmente diante da expansão do teletrabalho, dos contratos flexíveis e da crescente plataformização das relações laborais. Conclui-se que a incorporação acrítica dessas novas dinâmicas pode fragilizar a proteção jurídica do trabalho, sendo necessária uma leitura crítica capaz de reconectar a regulação laboral aos seus fundamentos históricos de proteção social.
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